TCU Aponta Desalinhamento Financeiro na Petrobras em 2024

TCU Aponta Desalinhamento Financeiro na Petrobras em 2024
O Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu que a Petrobras (PETR4) executou uma política financeira desalinhada em 2024, ao priorizar dividendos e pagamentos de dívidas em detrimento de investimentos.
Segundo uma decisão publicada nesta terça-feira (19), a estatal distribuiu aos acionistas 88% a mais do que o previsto, enquanto reduziu os aportes para expansão e operação em 39% da meta estabelecida.
“Inversão de Prioridades” e Dúvidas sobre Adaptação
O ministro Augusto Nardes destacou a “inversão de prioridades” na gestão financeira, apontando que os investimentos, que deveriam ser prioritários, foram o menor fluxo realizado. O TCU ressaltou que essa mudança de direção compromete o cumprimento das metas estratégicas e levanta dúvidas sobre a capacidade de adaptação da empresa.
“Essa inversão na execução não apenas fragiliza o cumprimento das metas estratégicas, como também sugere ausência de ajustes tempestivos ao longo do exercício,” afirmou o tribunal.
Dívida em Crescimento e Indicadores Financeiros em Declínio
O relatório do TCU também aponta sinais de deterioração nos indicadores financeiros da Petrobras. A dívida bruta da estatal atingiu US$ 64,7 bilhões no primeiro trimestre de 2025, impulsionada pelo aumento dos arrendamentos. A margem Ebitda e o Roce também pioraram, além de custos de dívida mais elevados e maior alavancagem em comparação com grandes empresas globais do setor.
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TCU Recomenda Fortalecimento da Governança Financeira
Apesar das críticas, o TCU decidiu não aplicar sanções à Petrobras. A corte recomendou a criação de limites formais para oscilações em dividendos, investimentos e endividamento, além da adoção de planos de contingência para situações de desvio em relação ao plano estratégico.
Autor(a):
Redação
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